Oi!
Antes de começar, desejo um Feliz 2012 para todos e obrigado por estarem aqui compartilhando dos meus insights de última hora. Vamos lá então!
Depois de algum tempo, na adolescência, começamos a nos perceber inseridos na sociedade. Na escola, nas aulas de inglês e natação, por exemplo. E já achamos que somos gente. Aí vem a parte revoltada perante a tudo e todos. Depois que começamos a trabalhar e entramos na faculdade então, somos os donos do mundo. Com poder de compra, mesmo que de lanches e pipocas, temos a certeza que nossos ideias e opiniões são os mais acertados, para qualquer situação.
Em condições normais de temperatura e pressão, a maioria de nós teve uma experiência como esta que citei brevemente acima. Ou pelo menos, parecida.
São tantas as experiências automáticas que passamos durante a vida, que algumas nem percebemos o que de bom pudemos extrair. Talvez só quando paramos para pensar (e olhe lá), afinal isso exige alguma maturidade. É sobre isso que parei pra pensar hoje.
E aí vem uma observação, a minha humilde observação: Somos treinados para a paz interior? Recebemos ensinamentos para alcançarmos a evolução? O que é evolução? Cada um entende paz interior de um jeito diferente, possivelmente. Mas mesmo assim pense por 10 segundos nessa pergunta.
Se você realmente fez uma breve análise sobre isso, a resposta é NÃO. Talvez algumas culturas busquem a paz interior em primeiro plano. Algumas vivendo em condições deprimentes, mas em uma teórica paz. Será este o modelo ideal? Acredito que não.
Somos treinados para fazer uma faculdade, ter uma casa própria financiada pela Caixa, comprar um bom carro, assistir/jogar futebol e tomar cerveja com os amigo (no caso dos homens), cuidar dos cabelos, “fazer” as unhas dos pés e mãos (no caso das mulheres) e mais uma porção de coisas que por muitas vezes viram as prioridades inconscientes na vida de todos nós.
A busca pela matéria é cada vez mais incentivada e tão desenfreada que faz com que a vida seja robótica e até patética, olhando de fora. Bilhões de pessoas seguindo um modelo herdado com pouquíssimas possibilidades de mudança. E agora, José? Já dizia o poeta. Há solução? Salvação? Será que as pessoas querem mudar essa realidade? Elas nem conhecem outra. Eu não tenho as respostas e este artigo justamente quer propor que cada um de nós pelo menos pense fora do umbigo. Quem sabe uma saudável discussão.
Mas o que eu sinto, é que a maioria das pessoas não conhece o que é ter paz. Em geral procuramos pela paz interior quando sofremos algum acidente ou passamos por alguma situação chocante. Isso nos faz despertar. Ter paz interior é um exercício mais do que diário, é dar importância ao que realmente merece importância, policiar nossos pensamentos e tentarmos sermos melhores nesta existência. É tão amplo, é tão difícil praticar isso no decorrer dos dias.
E vale um comentário, que só me lembrei de citar agora: essa paz está totalmente desconectada de qualquer tipo de santidade ou religião. É muito mais íntimo. Sorrir e dar bom dia às pessoas desconhecidas ao amanhecer não precisa ser nenhum ensinamento sagrado. E não se sinta superior por ter dito “Oi” a uma senhora que passava na rua, mas sim em um processo de evolução.
São muitas variáveis que contribuem – ou não – para que possamos ter e encontrar nossa paz interior. Nossa codificação familiar, as escolas, o meio em que vivemos e tantos outros. Mas a verdade é que sempre é tempo de fazermos o que quisermos, especialmente cuidar da gente mesmo.
Quanto mais pessoas estiverem imbuídas de paz dentro das próprias mentes e corações, nosso planeta ficará mais harmônico e saudável para todos.
Pra encerrar, a letra traduzida e o vídeo de uma música que todos conhecem e que combina completamente com o texto. Aproveite e paz para todos!
Até a próxima,
Igor