Curtir é uma droga.
É verdade. Na minha percepção cada vez mais o tão simples “curtir” tornou-se uma droga.
Se você fuma, sabe que ao sacar um cigarro e um isqueiro cria a oportunidade para estabelecer contato com pessoas ao seu redor. Até uma amizade pode acontecer por conta do tão criticado cigarro. Se você bebe, acontece o mesmo. Idem para quem gosta de futebol.
Uma noite fui sozinho comer um lanche quando na ocasião passava um jogo do Santos. Sentei no balcão de fronte a TV, fiz meu pedido e depois de um quase grito de GOL, eu e as outras pessoas que também estavam no balcão já parecíamos bons conhecidos. Então, posso entender que um combo de lanche e um jogo de futebol na TV também podem ser considerados uma droga. Droga social.
Honestamente eu tenho ficado bastante preocupado para a importância do “curtir / like” que a maioria das pessoas vem dando para isso. Tenho a impressão que ao mesmo tempo que e “curtir” ganhou tamanha importância, ficou banalizado. E eu explico: é como se você falasse o que a outra pessoa quer ouvir. Qualquer bobagem que outros escrevam, os outros também curtem, para também serem curtidos. Seria uma “likeopatia” ou “egocurtização”? A facilidade de estar conectado por dispositivos móveis também promove a “likelização”.
Todo mundo quer ser curtido, tanto na vida digital como também na vida real. Ninguém gosta de ser o patinho feio, queremos nosso curtir ao Sol. O que esta simples reflexão quer propor é repensarmos o valor e a energia que gastamos com isso. Viver leve e livre é essencial!
E você não está achando que não quero que você curta este artigo, né?
Curta aí e até o próximo!
Ah, deixe sua opinião sobre o tema.
Um abraço e boas energias,
Igor
Oi mais uma vez.
Estamos a bordo de mais um insight de última hora.
Eu gosto de títulos antagonistas, como o deste artigo. Muitas vezes significam pouco, mas geralmente chamam a atenção. E só pra deixar claro, não se trata de nenhuma técnica de marketing, é apenas uma licença deste humilde pseudo-escriba.
Estive pensando muito sobre muitos assuntos nas últimas semanas. Costumo fazer isso de tempos em tempos: refletir, reavaliar, revisar o andamento da vida. Nestes mergulhos dentro de mim, sempre reparo tantas complexidades e, reparei que muitas delas podem – e devem – ser simplificadas. Não que elas deixarão de ser complexidades, muitas coisas não mudam do dia para a noite apenas com um passe de mágica, mas simplificar a energia das complexidades parece que vem fazendo sentido.
Como diz uma analogia oriental, usada por um amigo há algum tempo atrás, nas bandas de lá eles veem o preto e o branco. Aqui no ocidente, costumeiramente vemos 1 milhão de tons de cinza entre o preto e o branco. E aí as complexidades ficam ainda mais complexas, é claro. Transformamos cada tom de cinza em uma possibilidade. E só de pensar em cada possibilidade, gastamos muita energia desnecessariamente.
Simplificar as complexidades é um exercício constante. Para ver o preto e o branco, em vez de centenas de milhares de tons de cinza, basta pensar de forma mais simplista e de quebra irá poupar mais da sua preciosa energia. Parece bem óbvio, e é. Que bom!
Avante e até a próxima.
Oi!
Antes de começar, desejo um Feliz 2012 para todos e obrigado por estarem aqui compartilhando dos meus insights de última hora. Vamos lá então!
Depois de algum tempo, na adolescência, começamos a nos perceber inseridos na sociedade. Na escola, nas aulas de inglês e natação, por exemplo. E já achamos que somos gente. Aí vem a parte revoltada perante a tudo e todos. Depois que começamos a trabalhar e entramos na faculdade então, somos os donos do mundo. Com poder de compra, mesmo que de lanches e pipocas, temos a certeza que nossos ideias e opiniões são os mais acertados, para qualquer situação.
Em condições normais de temperatura e pressão, a maioria de nós teve uma experiência como esta que citei brevemente acima. Ou pelo menos, parecida.
São tantas as experiências automáticas que passamos durante a vida, que algumas nem percebemos o que de bom pudemos extrair. Talvez só quando paramos para pensar (e olhe lá), afinal isso exige alguma maturidade. É sobre isso que parei pra pensar hoje.
E aí vem uma observação, a minha humilde observação: Somos treinados para a paz interior? Recebemos ensinamentos para alcançarmos a evolução? O que é evolução? Cada um entende paz interior de um jeito diferente, possivelmente. Mas mesmo assim pense por 10 segundos nessa pergunta.
Se você realmente fez uma breve análise sobre isso, a resposta é NÃO. Talvez algumas culturas busquem a paz interior em primeiro plano. Algumas vivendo em condições deprimentes, mas em uma teórica paz. Será este o modelo ideal? Acredito que não.
Somos treinados para fazer uma faculdade, ter uma casa própria financiada pela Caixa, comprar um bom carro, assistir/jogar futebol e tomar cerveja com os amigo (no caso dos homens), cuidar dos cabelos, “fazer” as unhas dos pés e mãos (no caso das mulheres) e mais uma porção de coisas que por muitas vezes viram as prioridades inconscientes na vida de todos nós.
A busca pela matéria é cada vez mais incentivada e tão desenfreada que faz com que a vida seja robótica e até patética, olhando de fora. Bilhões de pessoas seguindo um modelo herdado com pouquíssimas possibilidades de mudança. E agora, José? Já dizia o poeta. Há solução? Salvação? Será que as pessoas querem mudar essa realidade? Elas nem conhecem outra. Eu não tenho as respostas e este artigo justamente quer propor que cada um de nós pelo menos pense fora do umbigo. Quem sabe uma saudável discussão.
Mas o que eu sinto, é que a maioria das pessoas não conhece o que é ter paz. Em geral procuramos pela paz interior quando sofremos algum acidente ou passamos por alguma situação chocante. Isso nos faz despertar. Ter paz interior é um exercício mais do que diário, é dar importância ao que realmente merece importância, policiar nossos pensamentos e tentarmos sermos melhores nesta existência. É tão amplo, é tão difícil praticar isso no decorrer dos dias.
E vale um comentário, que só me lembrei de citar agora: essa paz está totalmente desconectada de qualquer tipo de santidade ou religião. É muito mais íntimo. Sorrir e dar bom dia às pessoas desconhecidas ao amanhecer não precisa ser nenhum ensinamento sagrado. E não se sinta superior por ter dito “Oi” a uma senhora que passava na rua, mas sim em um processo de evolução.
São muitas variáveis que contribuem – ou não – para que possamos ter e encontrar nossa paz interior. Nossa codificação familiar, as escolas, o meio em que vivemos e tantos outros. Mas a verdade é que sempre é tempo de fazermos o que quisermos, especialmente cuidar da gente mesmo.
Quanto mais pessoas estiverem imbuídas de paz dentro das próprias mentes e corações, nosso planeta ficará mais harmônico e saudável para todos.
Pra encerrar, a letra traduzida e o vídeo de uma música que todos conhecem e que combina completamente com o texto. Aproveite e paz para todos!
Até a próxima,
Igor
HO HO HO!
Independentemente de religião, de ser Cristão ou não, desejo sinceramente que todos nós possamos nos revisar e agregar mais respeito para com todos os tipos de existência, mais fraternidade, mais verdade e mais alegria.
Descobrindo e sentindo a felicidade nos momentos mais simples. Acreditando na força íntima e no poder das ações transformadoras. Desejo ainda, que tudo isso se renove diariamente.
Um sincero abraço a todos!